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Usar o cinto basta?

Manutenção e higiene adequada garantem eficácia do dispositivo

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A obrigatoriedade do uso do cinto de segurança é algo relativamente novo no cenário brasileiro, passou a ser exigido com Código de Trânsito Brasileiro de 1998. Sua eficácia já fora comprovada com a diminuição do número de acidentes com vítimas. O Informe sobre a Situação Mundial da Segurança Viária da Organização Mundial da Saúde, de 2009, mostra que usar o cinto reduz de 40 a 50 % o risco de morte entre os passageiros dos assentos dianteiros de um veículo. E pode reduzir de 25 a 75% a mortalidade entre os ocupantes dos assentos traseiros. Por ser um equipamento fundamental, alguns cuidados são importantes para o seu bom funcionamento.


O Informe sobre a Situação Mundial da Segurança Viária da OMS, de 2009, mostra que usar o cinto reduz de 40 a 50 % o risco de morte entre os passageiros dos assentos dianteiros de um veículo.
Crédito: www.letramedia.cl

O engenheiro mecânico e professor da Unicamp, Celso Arruda, explica que os cuidados na higienização do cinto são essenciais para sua durabilidade. “A única manutenção é lavar o cadarço [tecido do cinto], com sabão neutro, sem deixar cair água no fecho ou no retrator. Nunca se deve colocar óleo ou grafite no mecanismo do fecho”, alerta.

Apesar de não ter prazo de validade, o equipamento pode mostrar necessidade de troca pelo desgaste. O analista técnico do Cesvi, Gerson Burin, esclarece que não existe nenhuma instrução no manual do proprietário para fazer a substituição. “O proprietário deve observar três itens: o cadarço, se não está desgastado; o sistema de fecho, se ele está funcionando corretamente; e o ajuste de altura se não está caindo. Em alguns carros há um sistema pirotécnico [dispositivo que não permite folga no cinto e recolhe o cadarço] e também dever ser substituído caso apresentar desgaste”.

Em casos de acidente, o porta-voz do Grupo de Manutenção Automotiva (GMA), Antonio Fiola, recomenda checar como ficou o equipamento. “Poucas pessoas lembram-se de checar o cinto, mas em caso de colisão, o correto é fazer a troca do equipamento”. Celso acrescenta que a intensidade do choque dirá se o cinto foi danificado. “Se após a colisão ficaram hematomas no corpo da pessoa é sinal que o cinto ‘trabalhou’ e deve ser trocado. Caso o cadarço apresente alongamento (esgarçado) deve ser substituído”. A substituição, de acordo com Gerson, deve ser feita em uma empresa autorizada, que irá verificar as especificações do automóvel, a posição correta e o aperto ideal das peças para garantir condições seguras. A empresa deve emitir um certificado de procedência e garantia do serviço para o proprietário.

Para ser seguro mesmo

O ideal para os veículos de passeio é que todos os assentos tenham cintos de três pontos. “Não é que o cinto abdominal não tenha eficiência, mas o de três pontos é ainda mais seguro. De qualquer forma, o importante é sempre usar o cinto”, revela Gerson. Ele acredita que a adoção do equipamento de três pontos dependerá da adaptação dos projetos de fabricação dos veículos, já que o item precisa de escoramento na parte mais alta do automóvel. “A tendência é cada vez mais a adaptação dos modelos para este tipo de cinto”, explica.

Já Celso diz que apesar de as montadoras no Brasil cumprirem a resolução número 48, que diz ser obrigatório o uso de cintos do tipo três pontos nos bancos dianteiros e laterais traseiros, o custo final para disponibilizar no banco central traseiro é um fator que conta: “O acréscimo no custo para passar de dois para três pontos é inferior a 10 reais, isso para cinto original, preço para a montadora. O custo maior é a alteração do projeto, quando necessário. Como sabemos o aumento de 1% no preço final do veículo chega a diminuir as vendas em até 10%, ou seja, ou todas as montadoras mudam simultaneamente ou haverá competição por preço. Como são poucos os consumidores que percebem a diferença, enquanto não houver obrigatoriedade teremos veículos novos com cintos, na posição central do banco traseiro, com dois pontos”. Ele explica ainda que alguns proprietários, acreditando estarem mais seguros, recorrem a adaptações do cinto de dois pontos para três. “Nunca fazer a adaptação quando o veículo não possuir ancoragem, na carroceria, vinda de fábrica”, adverte.

Tramitou na Câmara dos Deputados projeto de lei para estabelecer como obrigatório o uso de cinto de segurança de três pontos para todos os assentos do veículo. A proposta foi encaminhada ao  Conselho Nacional de Trânsito (Contran) como sugestão de inclusão no Código de Trânsito Brasileiro, mas ainda não houve alteração na legislação.

Alertas quanto ao uso

-Além de atender às características do passageiro e do motorista, é importante, de acordo com Antônio Fiola, não utilizar os grampos que aliviam a pressão do cinto. “Esse hábito pode invalidar a ação do equipamento no momento em que o mesmo precisar ser acionado”, alerta.
-Grávidas devem usar os cintos já disponíveis nos veículos passando o cadarço inferior abaixo do ventre onde se encontra o feto e o cadarço superior entre os seios. 
-Já os deficientes precisam de cintos especiais e, geralmente, os que dirigem costumam usar cintos de avião, de seis pontos, de acordo com Celso Arruda.
– Cintos foram projetados para suportar o peso de passageiros de qualquer idade, no entanto, o comprimento pode não ser suficiente para pessoas com sobrepeso, por exemplo. “Nestes casos, o ideal é buscar junto à concessionária ou autorizada se há dispositivo para associar e que atenda às características do biótipo da pessoa”, esclarece Burin.
– Os clipes originais que vem com as cadeirinhas aumentam a segurança da criança, pois diminuem a folga entre a cadeira e o carro, deixando o assento melhor fixado, explica Celso.

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