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Experiência virtual colabora para reduzir acidentes

Por Ildo Mário Szinvelski*

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A influência da realidade virtual, principalmente sobre os jovens, é uma discussão que está longe de se esgotar. Para nós, do Detran/RS, importa sua utilização como ferramenta de ensino. Nosso Estado foi dos primeiros do País a implantar os simuladores de direção em todos os Centros de Formação de Condutores. Em dois anos, foram realizadas 2,2 milhões de aulas com simuladores. No mesmo período, a acidentalidade com morte no Estado foi reduzida, com 14% menos vítimas fatais e 16% menos acidentes, atingindo as metas da Década Mundial pela Segurança do Trânsito definidas pela ONU. Trata-se de um resultado cuja complexidade não permite apontar poucas causas, mas sem dúvida, iniciativas ligadas à educação e a formação de condutores colaboraram para salvar vidas.

Os simuladores de trânsito são considerados pelo Departamento Nacional de Transportes norte-americano muito úteis para recriar a experiência de dirigir. Em pesquisa conjunta com a Universidade de Iowa, o órgão verificou que os acidentes envolvendo jovens caíram pela metade em apenas nove anos. Em outros países, simuladores estão integrados ao ensino há muito tempo. No Japão, por exemplo, há mais de 20 anos os futuros motociclistas vivenciam diversas experiências através de simuladores.

De fato, trata-se de uma forma segura de treino para o futuro condutor, em que ele experiencia situações de trânsito sem ser exposto aos riscos da vida real e sem expor outras pessoas. Além disso, permite a antecipação em ambiente controlado de situações adversas que não podem ser demonstradas durante as aulas práticas reais, tais como neblina, chuva, pavimento escorregadio, ação da força centrífuga, distância necessária para frenagem, animais na pista e outras.

Estamos falando, sobretudo, de educar uma geração multifuncional, que mistura (ou unifica) conceitos como trabalho e diversão, vendo TV, estudando, se alimentando, escrevendo, se comunicando com amigos, ouvindo música, criando, tudo ao mesmo tempo. O simulador pede atenção concentrada para antecipar situações e desenvolver reações preventivas, mas se apresenta com a linguagem desse jovem, oferecendo experiência, ainda que não real, a quem falta justamente vivência e prática de direção.

Os conteúdos didático-pedagógicos definidos para os simuladores pelo Conselho Nacional de Trânsito correspondem a padrões internacionais. No entanto, nenhuma ferramenta, por adequada que seja, substitui o bom professor, e o instrutor de trânsito é visto pelo Detran/RS de uma forma muito especial. Ele traz ao jovem o contato humano, o diálogo, capaz de despertar a visão e um novo olhar sobre o outro, a responsabilidade compartilhada e o espírito coletivo, enquanto a juventude contribui com seu espírito crítico e sua versatilidade.

 

*Ildo Mário Szinvelski, diretor-geral do Detran/RS

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