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Trânsito consciente e a qualidade de vida

por Yuri Costa*

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Não há como viver em meio ao caos de grandes metrópoles e ter uma excelente qualidade de vida. O processo de urbanização, que ao longo dos anos priorizou o deslocamento feito por automóveis individuais, tem uma grande parcela de culpa, principalmente quando o assunto é o trânsito desordenado de cidades como São Paulo.

A correria, os congestionamentos e a poluição muitas vezes geram stress e outros problemas de saúde em quem necessita viver numa cidade grande, além dos tantos problemas que causam ao meio ambiente. Apenas 1 litro de gasolina já é suficiente para produzir 2,88kg de gás carbônico, principal responsável pelo aquecimento global, e 40% da poluição do ar nas cidades é causada pela circulação dos automóveis. A perda de audição e a depressão também são dois grandes vilões daqueles que passam a maior parte do dia nessa situação caótica, repleta de poluição sonora, atmosférica e condições de deslocamento precárias.

Tendo em vista toda a interferência na qualidade de vida que essa agitação urbana pode causar, as pessoas têm procurado maneiras de fugir disso, mesmo se mantendo nas cidades. Uma boa saída, que tem atraído cada vez mais adeptos, é a do uso das bicicletas, que além de não serem poluentes, ainda trazem diversos benefícios à saúde, como a prevenção de diabetes, obesidade e hipertensão arterial. E o Brasil já é o terceiro maior produtor de bicicletas do mundo, ficando atrás apenas da China e da Índia.

Um estudo realizado pelas universidades de East Anglia (UEA) e York, com 18 mil pessoas ao longo de 10 anos, mostrou que 73% iam para o trabalho de carro, 13% caminhando, 11% de transporte público e apenas 3% pedalavam. O resultado obtido constatou que as pessoas que passavam muito tempo dentro de um carro, obtinham maiores níveis de infelicidade, insônia e incapacidade de resolver problemas, enquanto aqueles que optavam por outros meios de transporte, principalmente as caminhadas e pedaladas, acabavam se distraindo, tendo viagens mais atrativas e, consequentemente, maiores níveis de bem-estar.

Um levantamento realizado pela Agente Imóvel São Paulo, constatou que esse pensamento de mudança também já está sendo refletido nas ações das pessoas. Segundo o estudo, uma das preocupações mais presentes na hora de encontrar um novo local para morar é justamente como chegar dali até a localidade de seu emprego. Buscas pessoais por soluções, como essas, são um sintoma de que as pessoas estão cada vez mais dispostas a participar dessas mudanças no panorama, seja pelo planeta, seja pela saúde.

Sabendo da melhora que o uso de meios de transporte alternativos podem causar na vida das pessoas, foi criada uma Política Nacional de Mobilidade Urbana (Lei nº 12.587/12), que visa facilitar a utilização de bicicletas e transportes públicos, em prol da qualidade de vida. Luiz Gustavo Campos, especialista em trânsito da Perkons, explica melhor sobre essas grandes cidades buscando humanização: “Para a garantia da mobilidade urbana é preciso também diminuir as distâncias. Ou seja, as cidades precisam crescer a partir dos eixos de transporte. O trabalho, saúde, lazer, educação devem ser acessíveis aos moradores através do transporte público, a pé ou de bicicleta. As pessoas precisam deixar de depender do automóvel”. Um bom exemplo disso está sendo implementado no plano diretor de São Paulo, que busca aproximar a residência das pessoas de seu local de trabalho.

*Yuri Costa
Estudante de Jornalismo pela ECA-USP

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