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Seta: use sem moderação

por Cristina Baddini*

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Imagine uma cidade, um estado ou o país inteiro sem carros, caminhões e ônibus.  Ao contrário disto, o mundo já tem mais de 1 bilhão de veículos com seus respectivos motoristas.  25 de julho passado foi o Dia de São Cristóvão. Uma data especial em que também homenageamos os profissionais do volante, pois 25 de julho também é o Dia do Motorista.
Sejam os motoristas de táxi, de ônibus ou caminhões, são eles que vivem tensos ante a possibilidade de assaltos; que enfrentam, no dia a dia, a imperícia daqueles que dirigem sem cuidado e tornam o trânsito cada vez mais problemático e estressante; que suportam os ruídos das ruas e a irritação de passageiros nervosos. São eles, os motoristas que ficam expostos às neuroses mas têm que manter a calma e a serenidade.
O caminhoneiro, em especial, enfrenta as suas jornadas pelas estradas cheias de surpresas e perigos, que escreve sobre o asfalto a história do nosso progresso; motorista das longas vigílias, que passa dias e dias distante da família, enfrentando estradas boas e más sob sol e chuva, à mercê dos defeitos mecânicos e também expostos à imprudência de alguns irresponsáveis que eventualmente dirigem pelos mesmos caminhos.
Motoristas que enfrentam os congestionamentos que crescem geometricamente em relação a um quadro já crítico nas principais cidades brasileiras.
Seja qual for o motorista desejo homenageá-lo.

A dura realidade
Além de pagar um preço caro pelos nossos carros, nós, os motoristas brasileiros, estamos condenados, pelo menos por algum tempo, a comprar veículos já superados tecnicamente. Nossos carros são menos confortáveis, consomem e poluem mais e são menos seguros do que os lançados no exterior nos últimos cinco ou dez anos. A razão é que os grandes grupos internacionais têm políticas globais e o Brasil foi escolhido para ser um grande fabricante de carros baratos, para serem vendidos por aqui mesmo ou para países de baixa renda.
Além disto, a imprudência e o mau treinamento dos novos condutores são as causas principais do grande número de acidentes de trânsito no país. A fiscalização do Estado e a educação precisam ser intensificadas.

Motorista e Pedestres
O ponto de encontro entre motoristas e pedestres é quando estes cruzam a via. Quase nenhum motorista respeita o pedestre que deseja atravessar uma rua na faixa. As sociedades que conseguem respeitar a faixa de travessia terão dado um considerável salto de qualidade no tocante à proteção à vida no trânsito. Isto sem falar no descaso de motoristas que deixam de fazer o uso da seta para as mudanças de movimento ou de faixa e não percebem que assim procedendo, estão prejudicando e colocando em risco a vida de pedestres, ciclistas, motociclistas e até os demais motoristas.
Motorista, faça a sua parte. Diminua o uso do seu automóvel, reduza os impactos negativos ao nosso planeta tornando-o ainda mais belo e sem poluição.  A ideia é incentivar a sociedade a adotar transportes alternativos, como a caminhada, a bicicleta ou a carona solidária.

Recomendações
Você que “pilota” uma bicicleta ou uma moto, um carro de passeio, uma caminhonete ou uma carreta de 35 toneladas: respeite as leis do trânsito, seja prudente, dê a seta, preserve a sua vida e a do próximo e volte para a sua família com alegria e a satisfação do dever cumprido. Que o seu trabalho seja sempre reconhecido e admirado no carro da família, no táxi que gira pela cidade agitada, no ônibus que vai e volta num repetido trajeto ou no caminhão que atravessa o Brasil por nossas longas estradas.
Esperamos que todos os motoristas profissionais e por extensão, também os amadores, encontrem no seu trabalho e ao lado da sua família, o seu progresso e a sua realização pessoal e profissional.

 

*Cristina Baddini
Consultora do Diário do Grande ABC, Diretora da ONG Rua Viva, Assessora do MDT.
cristinabaddini@dgabc.com.br; blog: http://olhonotransito.blogspot.com

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