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O desafio de uma travessia segura no trânsito

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    Quem nunca ouviu falar da clássica foto em que os quatro garotos de Liverpool atravessaram a rua, em fila única, pela faixa de pedestre? Com toda certeza, o trânsito naquela época não era tão caótico e desumano, mas as grandes cidades de todo o mundo já encontravam, cada uma, os seus problemas no sistema viário.
    Não há como negar que, nos tempos de hoje, a travessia segura, na grande maioria das cidades, é uma utopia. A disputa entre veículos motorizados e pedestres vem trazendo uma grande preocupação para a sociedade, que clama por uma mudança de postura contra a carnificina nas vias públicas.
    Vários países, cada um a sua moda, tentam intensificar os trabalhos de conscientização, envolvendo pedestres e motoristas sobre as normas universais de respeito à faixa de pedestre e a importância de utilizá-la corretamente.
    Segundo dados do Departamento Nacional de Trânsito, os atropelamentos de pedestres representam 27% de vítimas fatais no trânsito. Outro dado importante, segundo a Associação por Vias Seguras, é que o risco de morte ao pedestre gira em torno de 30%, quando a velocidade do veículo é de 40km/h, e esse risco cresce em até 85% se a velocidade impacto for de 60km/h. Já para aqueles acidentes a 80km/h, as vítimas  são praticamente fatais.
    Importante ainda destacar que, em nosso país, em média, 7 pedestres são atropelados a cada hora. Esse número pode não chamar atenção da população num primeiro momento por serem casos isolados, que acontecem em várias partes do país, mas, numa rápida multiplicação sobre o número de acidentes por atropelamento durante um mês, será verificado que aproximadamente 5000 pessoas são vitimadas, o que demonstra o desafio que é uma travessia segura nas nossas vias.
    A quem poderíamos atribuir a culpa por esse elevado número de acidentes? Aos motoristas que não respeitam a faixa exclusiva para travessia dos pedestres ou destes últimos que não enxergam a condição de vulnerabilidade a que estão expostos, fazendo a travessia em qualquer local da via, sem a devida atenção e cuidados necessários? Ou será ao Estado que, muitas vezes, se preocupa mais com a fluidez e segurança veicular sem dar a devida atenção aos deslocamentos a pé?
    De certo é que, desde há muito, procura-se demonstrar os perigos que o desrespeito à legislação de trânsito causa. A inspiração dos garotos de Liverpool ao criarem a música “A Day In The Life”” (Um dia na vida), segundo o jornal Londrino Daily Mail, se deu depois de um acidente de carro em um semáforo, sofrido por Tara Browne, 25 anos, neto de Edward Cecil Guinness, famoso empresário irlandês, no dia 18 de dezembro de 1966 em Londres, o que confirma a atenção que o tema TRÂNSITO, deveria ter ontem, hoje e PARA TODO O SEMPRE!

Aldinete Dantas Alexandre e
Técnica em Educação de Trânsito da SMTT/AL
alda__ale@hotmail.com
Caroline Machado Tavares Mendes
Diretora de Educação de Trânsito da SMTT/AL
carolmachado21@hotmail.com

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