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Mobilidade em harmonia com a Natureza

Alternativas verdes oferecem resultados semelhantes ao ofertado pelas tecnologias convencionais respeitando o meio ambiente

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Não é novidade para ninguém que o trânsito agride o meio ambiente, seja por poluição sonora, visual ou do ar, causando até problemas à saúde. Justamente por isso, iniciativas mostram alternativas verdes que apresentam resultado semelhante agredindo menos – ou não agredindo – o meio ambiente. É o caso, por exemplo, dos biocombustíveis, carros elétricos e até das lâmpadas de LED em avisos luminosos e semáforos – que gastam menos energia.

A própria bicicleta vem ganhando seu espaço nos debates sobre mobilidade sustentável. Para Ulrich Jäger, consultor na área, a bicicleta é o meio alternativo mais eficaz nos centros urbanos para distâncias de até 6 km (ou até 10 km nos horários de pico). “O raio para utilização pode ser ampliado mais ainda quando se combina o uso da bicicleta com meios de transporte público, como o metrô, o ônibus ou até o barco/balsa.”
O biocombustível, de origem vegetal (e não fóssil, como o petróleo), tem a vantagem de ser fonte renovável e biodegradável de energia, pois é derivado de produtos agrícolas, como plantas oleaginosas, cana-de-açúcar, biomassa florestal, entre outras. O biodiesel, o bioetanol, a biomassa e o biogás são os mais conhecidos tipos de biocombustíveis. Outro ponto a favor dessa alternativa é que, em muitos casos, polui menos. O biodiesel, por exemplo, é livre de enxofre, diferentemente do petróleo.

Simples trocas
Além das tecnologias vinculadas diretamente à locomoção das pessoas, outra alternativa tem sido discutida: a troca de lâmpadas incandescentes por LED nos semáforos, que gasta até 90% menos energia. Isso sem contar a vida útil, que chega a ser mais de dez vezes maior que as lâmpadas comuns. Apesar das vantagens, o LED ainda não é viável. “O LED ainda é caro e ainda não se tornou 100% viável, mas vai se tornar. Vai ficar interessante quando o preço estiver bom.”, diz Otto Armin Doetzer, engenheiro eletricista da Companhia Paranaense de Energia (Copel).
Carros elétricos: não-poluentes, silenciosos, mas longe do cidadão
Uma das tecnologias verdes mais debatidas é o carro elétrico, que não polui o ar nem o som. Apesar de a discussão ser nova, a tecnologia tem mais de cem anos, segundo o engenheiro Otto Armin Doetzer, da Copel. Ele coordena o projeto do táxi elétrico, lançado pela companhia em 2010 e que consiste na disponibilização de um táxi com essa tecnologia no aeroporto de Curitiba. O projeto esteve entre os cinco mais votados no prêmio Green Best, que premia iniciativas verdes.
As vantagens não terminam na questão ambiental. “O rendimento do motor que queima combustível não chega a 30%; no carro elétrico fica acima dos 90%”, explica Doetzer. Ele conta que o grande desafio é conseguir armazenar na bateria energia equivalente ao que se consegue com a gasolina. “Na média, 80% dos automóveis do mundo rodam menos de 100 km por dia, e a bateria que temos hoje consegue fazer o carro rodar 200 km”, afirma, lembrando que um carro a gasolina pode rodar até 700 km com um tanque cheio.
Para o engenheiro, o cenário brasileiro é favorável para o uso do carro elétrico em larga escala. “Mais de 90% da energia elétrica no Brasil é de origem hidráulica, diferentemente da Europa e EUA, cujas centrais termelétricas usam combustíveis fósseis. Ou seja, grande parte da energia produzida no País é limpa e renovável.”

Divulgação

O táxi elétrico da Copel, disponibilizado no aeroporto de Curitiba, foi um dos cinco projetos mais bem colocados no prêmio Green Best.

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Essa já não é a opinião de Richard Branson, presidente do grupo britânico Virgin. “Em outros países o carro elétrico pode ser a solução, mas, no Brasil, 70% da frota é movida a etanol. Vocês podem trabalhar para elevar isso a 100%. Carro elétrico não faz sentido no Brasil”, disse ele, no Fórum de Sustentabilidade, em Manaus.
Outro ponto negativo é o preço. “Os impostos para importação são altos. Um carro popular sairia na ordem de 100 mil reais, por volta de três vezes mais que um carro a gasolina”, conta Doetzer. Por outro lado, o custo por quilômetro rodado é quatro vezes menor que os veículos a combustão. O engenheiro acredita que a diminuição do imposto estimularia a introdução no mercado brasileiro. “E também não adianta começar a vender carro sem eletroposto, e não adianta fazer eletroposto se não tem carro. Tem que ser um processo harmônico”, completa Doetzer.

Curiosidade
As discussões sobre a mobilidade sustentável na Europa começaram nos anos 1970, durante a crise do petróleo. “As cidades começaram a repensar o transporte urbano, e a partir daí começou um processo de tirar o domínio total do automóvel nas vias urbanas e ‘devolver’ a cidade aos cidadãos”,explica o consultor Ulrich Jäger.

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