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Mobilidade depende de informação

Aplicativos móveis, quando integrados com centros de controle, serão mais eficientes

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A notícia de que a venda de smartphones superou a de aparelhos básicos é a constatação de que as pessoas estão cada vez mais conectadas. Os celulares inteligentes têm como vantagem o fato de permitir ao usuário navegar na internet e usar dispositivos que vão desde redes sociais até mesmo aplicativos (apps) de ajuda no trânsito para quem usa o transporte coletivo, opta pelo táxi e também para quem prefere andar a pé pela cidade. Mas estas diversas ferramentas disponíveis dialogam, de forma coerente, com os dados captados por órgãos públicos?

Em pouco tempo os aplicativos que facilitam os deslocamentos e melhoram as condições de mobilidade urbana serão inerentes à nossa realidade, é o que explica a especialista em Gestão de Trânsito e Mobilidade Urbana pela PUC-PR e gerente de marketing e comunicação corporativa da Perkons, Maria Amélia Marques Franco. “A informação acessível ao usuário facilita os seus deslocamentos no trânsito. Seja para quem opta pelo automóvel ou por outros meios de transporte. Não há como sair de casa e não saber a que horas vai se chegar ao destino, se há outras opções de rotas etc. A tomada de decisão para a realização de trajetos baseada em informações ricas, precisas e disponibilizadas em tempo real, é imprescindível”, explica. “Os aplicativos favorecem também os turistas que podem planejar melhor como conhecer a cidade e acessar o transporte público com orientações acessadas na palma da mão. Antes de viajar sempre busco aplicativos que possam ser úteis para mim no local onde visitarei”, completa.



A informação acessível ao usuário facilita os seus deslocamentos no
trânsito, afirma Maria Amélia.
Crédito: Sérgio Tavares Filho/G1

A tecnologia dos dispositivos móveis irá auxiliar em atividades que hoje não imaginamos, de acordo com José Roberto Camacho, professor do Núcleo de Pesquisa e Extensão em Energias Alternativas da Faculdade de Engenharia Elétrica da Universidade Federal de Uberlândia (UFU): “O mercado tem bastante espaço para crescimento na área de aplicativos, pois a criatividade humana é assombrosa e novas necessidades surgirão. Não criaram a necessidade de cada um de nós termos um telefone pessoal?”, questiona. Ele cita como exemplo do que já é possível e não era imaginado, uma ferramenta para deficientes visuais se locomoveram usando o transporte público.

As inovações para a melhoria da mobilidade em grandes centros urbanos deverá contemplar necessariamente a adequação dos sistemas de transportes coletivos com serviços de maior qualidade e ampliação, explica Ronaldo Balassiano, professor do Programa de Engenharia de Transportes da COPPE (Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia), da Universidade Federal do Rio de Janeiro: “É intuitivo esperar que o transporte coletivo deverá absorver as principais novidades em termos de aplicativos voltados à orientação e informação do usuário”, pontua.

O consultor de mobilidade sustentável pela Green Mobility, Lincoln Paiva, acredita que os aplicativos serão mais eficientes com o melhor gerenciamento das informações captadas nos centros de controles: “Tudo isso vai poder ajudar no gerenciamento da demanda de mobilidade urbana quando os centros de controle de tráfego encontrarem uma forma de conectar informações dos usuários de smartphones e tablets para informar online todos os meios de transportes disponíveis”, diz. De acordo com ele, o uso dos aplicativos pode trazer mais confiança e permitir que os usuários possam agendar seus deslocamentos. “Basicamente as pessoas querem apps que permitam melhores possibilidades de deslocamento baseado nas condições de tráfego de forma mais barata, sustentável e rápida”, avalia Paiva, que também é usuário de aplicativos para dispositivos móveis. “Utilizo muito os apps de bicicletas que permitem gravar rotas e compartilhar; são dados bastante precisos com informação de distância percorrida, tempo, topografia e até gasto de calorias”, destaca.

Seja qual for a escolha do meio de transporte, os aplicativos buscam facilitar a vida de quem os utiliza com informações atualizadas, diz Balassiano: “O importante é o entendimento de que informação de qualidade é um aspecto fundamental para que todos se sintam mais confortáveis em seus deslocamentos diários. Informação e comunicação devem ser priorizadas no planejamento da mobilidade urbana, em especial, nas grandes cidades. É a partir dessa premissa (mais informação e comunicação) que as cidades poderão se tornar mais democráticas e mais amigáveis para aqueles que nelas residem”.

Conheça alguns aplicativos:

Já existem ferramentas que disponibilizam informações para:

Sobre a localização de ônibus: PoaBus, em Porto Alegre, Buus, no Rio de Janeiro, Busão Curitibano, na capital paranaense, Onde está meu ônibus?, em São Paulo, são alguns deles.

Melhores rotas para ciclistas: Na capital paulista, o aplicativo Pedala São Paulo auxilia ciclistas por meio de mapa das rotas de bicicleta na cidade com informações sobre ciclovias, ciclorrotas e ciclofaixas.

Para ônibus, metrô e trens: o Moovit ajuda a planejar melhor viagens de ônibus, trem e metrô em São Paulo-SP e Rio de Janeiro-RJ. O Direto do Metrô é um aplicativo que informa em tempo real, a situação da operação das quatro linhas do metrô em São Paulo.

Para deficiente Visual: o Busalert (São Carlos – SP) avisa por meio de mensagem de texto e de voz a hora que um ônibus está se aproximando do ponto de parada.

Para quem usa táxi: EasyTaxi permite solicitar um táxi a partir de qualquer ponto da cidade, e ainda acompanhar enquanto o táxi não chega. Disponível para usuários do Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Brasília, Salvador, Bogotá, Lima, Santiago, Venezuela, Buenos Aires, Seoul e Cidade do México.

99Taxis e Taxibeat Brasil são aplicativos para pedir táxi pelo celular em São Paulo e Rio de Janeiro.

O Táxijá e a WayTaxi têm a mesma funcionalidade e estão disponíveis em Curitiba. O primeiro também pode ser usado em São Paulo e o segundo, em todo o Brasil. Os dispositivos localizam motoristas cadastrados mais próximos e solicitam corridas.

 


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