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Maio Amarelo: com hospitais lotados, o respeito e a responsabilidade no trânsito são ainda mais importantes

Atualmente, muitos dos pacientes de covid-19 são pessoas em idade produtiva. Uma trágica semelhança com as vítimas de acidentes no país

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A Organização Pan-americana da Saúde (Opas) alertou esse mês que a pandemia de covid-19 ainda está sobrecarregando os hospitais, não só do Brasil, mas nas Américas. “Os hospitais da região estão perigosamente cheios”, advertiu Carissa Etienne, diretora da Opas, durante uma coletiva online. Assim, é ainda mais importante chamar a atenção da sociedade para o alto índice de mortes e feridos no trânsito em todo o mundo, e o Maio Amarelo vem reforçar a necessidade de conscientização, respeito e responsabilidade no trânsito.

Segundo a diretora, as taxas de mortalidade resultantes da pandemia dobraram entre os menores de 39 anos, quadruplicaram entre os de 40 anos e triplicaram entre os de 50 anos entre dezembro de 2020 e março de 2021. “Isso é trágico e as consequências são terríveis para nossas famílias, nossas sociedades e nosso futuro”, disse. “Durante grande parte da pandemia, nossos hospitais estiveram lotados de pacientes idosos, muitos com condições pré-existentes que os tornavam mais suscetíveis à doença grave”, observou Etienne. “Mas olhem para as unidades de terapia intensiva em nossa região hoje. Vocês verão que estão cheias não apenas de pacientes idosos, mas também de pessoas jovens”, destacou.

A semelhança com a tragédia das ruas fica clara nos números, pois segundo a Seguradora Líder, em 2020, 43% dos acidentes que foram indenizados pelo DPVAT envolveram pessoas do sexo masculino, com idades entre 18 e 44 anos. O que demonstra que os acidentes de trânsito, assim como a covid-19, estão vitimando uma parcela significativa de indivíduos jovens no Brasil.

Situação dos hospitais é grave. Maio Amarelo reforça necessidade de respeito e responsabilidade

Conforme informações da Opas, jovens saudáveis têm maior probabilidade de sobreviver, mas, se infectados, podem permanecer em hospitais por semanas. Como resultado, os países devem estar preparados para o aumento da demanda hospitalar. “Não podemos expandir a capacidade de UTIs indefinidamente. Simplesmente não há profissionais de saúde suficientes para contratar e treinar a tempo. O que nos aponta de volta para a melhor opção: devemos todos nos comprometer novamente com uma resposta abrangente baseada na prevenção e em manter a atenção à saúde para covid-19”, destacou.

O objetivo do Movimento Maio Amarelo é colocar em pauta o tema segurança viária e mobilizar toda a sociedade, envolvendo os mais diversos segmentos: órgãos de governos, empresas, entidades de classe, associações, federações e sociedade civil organizada para efetivamente discutir o tema, engajar-se em ações e propagar conhecimento, abordando toda a amplitude que a questão do trânsito exige, nas mais diferentes esferas. Para José Aurelio Ramalho, diretor presidente do Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV), “a campanha de 2021 retrata bem toda nossa atual vivência no trânsito: muita impaciência e intolerância. É preciso parar e refletir como o trânsito representa o nosso atual estado de espírito. Por isso, o Maio Amarelo quer fazer pensar: será que é preciso ser assim?”, diz Ramalho.

Luiz Gustavo Campos, diretor e especialista em trânsito da Perkons, a consciência coletiva de solidariedade, nesses tempos de hospitais tão sobrecarregados, é ainda mais importante. “Cada indivíduo tem papel relevante e fundamental para um trânsito mais humano e mais seguro. É necessário que todos se percebam como protagonistas dessa mudança, entendendo definitivamente que atitudes individuais impactam no coletivo”.

Crédito: Unidade Básica de Saúde em Manaus (Raphael Alves-Amazônia Real)

Os hospitais da região estão perigosamente cheios, e de  pessoas jovens, alertou a diretora da Opas/OMS

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