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Especialistas comentam pesquisa da CNM sobre mortes no trânsito no Brasil

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    Um estudo feito pela CNM – Confederação Nacional dos Municípios, divulgado final de janeiro, revelou a situação das mortes por acidentes de trânsito no País. O levantamento foi feita com base nos dados a Seguradora Líder dos Consórcios do Seguro DPVAT, Sistema Único de Saúde (SUS) e Departamento Nacional de Trânsito (Denatran).
    Uma comparação chama a atenção: levando-se em conta somente os dados do DPVAT de 2008, que contabilizou 57.116 mortes, o Brasil tem um índice de 30,1 mortes para cada 100 mil habitantes. Esse número é muito superior ao apresentado pelos Estados Unidos (12,5) e União Europeia (7,8). Um ranking do International Transport Forum revela que a Holanda possui o menor índice, com 4,1 mortes.
    Na parte do estudo que apresenta os dados nacionais, ao utilizar o índice de mortes para cada 10 mil veículos – considerado pela CNM como o melhor dado para retratar a realidade – as cinco cidades com índices acima de dez são das regiões norte e nordeste: Macapá (14,77), Boa Vista (12,34), Porto Velho (11,69), Maceió (11,38) e Teresina (10,29).
    Na análise das vítimas fatais por estado, comparada à frota, o Piauí aparece em primeiro lugar, com 78,7 óbitos para cada 10 mil veículos, seguido de Roraima (78,2) e Maranhão (53,5). Entretanto, se analisados os dados de morte por acidentes de trânsito para cada 100 mil habitantes, na média dos anos de 2005 a 2007, os estados que apresentaram os maiores índices se concentram no Sul e Sudeste: 33,1 em Santa Catarina, 30,4 no Mato Grosso do Sul e 29,8 no Paraná. Na sequencia, vem o Mato Grosso e Roraima, ambos com índice de 29,6.
    Confira abaixo algumas opiniões de especialistas divulgadas:

“Os números são preocupantes e indicam a importância de discutir políticas para diminuí-los. O trânsito brasileiro mata 2,5 vezes mais que o norte-americano e 3,7 mais que o da União Europeia“.
Paulo Ziulkoski, presidente da CNM – Folha de Boa Vista
“A União precisa investir em infraestrutura. Não adianta incentivar a compra de veículos se as vias continuam com as mesmas dimensões”.
Paulo Ziulkoski, presidente da CNM – Diário Gaúcho

“(…) se o seguro obrigatório Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre (DPVAT), pagou 59.002 indenizações por morte em 2009, como os dados oficiais mostram que morreram 35 mil pessoas? Ainda que fossem 35 mil mortos, o que estamos vendo é um genocídio puro e simples no trânsito brasileiro””.
Silvio Médici, presidente da Associação Brasileira de Monitoramento e Controle de Trânsito (Abramcet) – Jornal da Tarde

“A virtude desse estudo da CNM é que ele escancara a nossa realidade. Os necessários planos de fiscalização e educação para os assuntos do trânsito já podem nascer bem endereçados. Devemos considerar, por extrapolação, alguns pontos: A)- Ao que tudo indica, as mulheres brasileiras estão num nível de consciência maior que os homens em relação aos graves problemas do trânsito. B)- Uma minoria de condutores causa, segundo revelam pesquisas, inclusive internacionais, a maioria dos acidentes do trânsito. Estreitamos assim ainda mais a amplitude do principal grupo de risco: constitui-se numa pequena parcela de homens, jovens. C)- Os 90% dos acidentes são causados por “falhas humanas””, o que nos revela que o nosso problema é de natureza comportamental. Se prestarmos a atenção devida a esse diagnóstico caminharemos com mais eficácia na solução do problema, algo que passa a depender de mobilização e iniciativa em cada uma das pequenas comunidades.””
João Elisio de Campos, presidente da CNSeg – Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização – blog Viver Seguro no Trânsito.

“O Brasil está precisando urgentemente se preocupar com a estruturação de uma política para reduzir o número de vítimas de acidentes de trânsito””.
Deputado Átila Lins (PMDB/AM), em discurso no Congresso Nacional, dia 5 de fevereiro, usando dados da pesquisa.


Serviço
O estudo completo pode ser acessado no site da Perkons,

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