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A revolução das bikes públicas

por Cristina Baddini Lucas*

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Um dos grandes problemas urbanos, comum às cidades de médio e grande porte, é o excesso de veículos nas áreas centrais das cidades, provocando engarrafamentos e poluição ambiental e, conseqüentemente, impactando de forma negativa a qualidade de vida das pessoas. Limitar-se a ampliar os espaços de circulação dos automóveis é enxugar gelo. Qualquer estratégia de crescimento econômico apoiada na instalação de mais e mais fábricas e incremento a vendas de automóveis com a expectativa de que se abram ou ampliem as faixas viárias das avenidas tentando promover maior fluidez é incompatível com cidades que pretendem buscar uma economia sustentável e o bem estar da população.

Existem inúmeras medidas que podem ser adotadas visando a redução do impacto destes problemas como, por exemplo, restringir a entrada de automóveis no centro das cidades, a criação de áreas de estacionamentos nos arredores dos núcleos urbanos, a implantação de sistemas integrados e eficientes de transporte público e a priorização dos meios ativos de mobilidade como o ciclismo e as caminhadas.

USAR A BICICLETA COMO MEIO DE TRANSPORTE DE MASSA
A frota brasileira de bicicletas se apresenta como a quinta maior frota do mundo com cerca de 70 milhões de bikes, no entanto, se observarmos as cidades brasileiras, veremos que ainda pode-se oferecer aos ciclistas a prioridade devida e necessária para os seus deslocamentos de maneira segura e adequada. Nas grandes cidades como São Paulo e Rio de Janeiro, um terço da população vive a menos de cinco quilômetros dos seus locais de trabalho. Se o governo prover infraestrutura, as pessoas certamente irão responder, e passarão a utilizar mais as suas bicicletas. Mas, o que fazer para garantir a segurança do ciclista no trânsito? Diminuir os limites de velocidade? Construir mais ciclovias e ciclofaixas? Segundo uma pesquisa internacional liderada pela Universidade de New South Wales na Austrália, a resposta é outra: dobrar o número de bicicletas circulando. Quando isto acontece cai o número de acidentes envolvendo ciclistas em um terço.

BICICLETAS PÚBLICAS EM PARIS
Em julho de 2007, muitos habitantes da capital francesa riram de prefeito Bertrand Delanoë, quando este anunciou a criação de um sistema público de aluguel de bicicletas, destinado a reduzir o tráfego de veículos automotores em Paris. Enquanto a maioria dos parisienses desdenhava das bicicletas públicas, de 23 quilos, outros as destruíam ou as roubavam.

Hoje o Vélib comemora um êxito inegável. 138 milhões de pessoas utilizaram as 23 mil bicicletas de aluguel e o sistema conta com atualmente com 225 mil assinantes em uma população urbana de 2,3 milhões de pessoas. Além disso, nesse período, apenas seis pessoas morreram em acidentes de trânsito envolvendo uma bicicleta de aluguel.

O sistema Vélib se oferece como exemplo para um desenvolvimento semelhante a ser adotado em várias cidades do mundo. É a confirmação de que aquela política de transporte, a princípio contestada e controvertida, está correta, promovendo uma revolução benigna em uma cidade afligida pelos constantes engarrafamentos e pela contaminação ambiental.

No Brasil
Várias cidades já estão implantando sistemas de bicicletas públicas que compartilham a utilização de bicicletas de forma gratuita, desde que o usuário esteja previamente cadastrado em site. Rio de Janeiro, São Paulo, Campinas, Sorocaba, São Caetano do Sul, Santos e Porto Alegre já tem sistemas que trazem muitos outros benefícios:
Disponibilização de um meio de transporte opcional;
Redução dos engarrafamentos;
Redução de impactos ambientais de emissão de poluentes;
Possibilidade de integração com outros modais de transporte;
Uso de novas tecnologias para pagamento de serviços públicos;
Aumento da circulação de pessoas favorecendo o comércio local;
Estímulo à prática de exercícios físicos;
Maior comodidade da população;

Cada bicicleta circulando, está promovendo e estimulando o desenvolvimento da almejada mobilidade sustentável!

 

*Cristina Baddini Lucas
Assessora do MDT, colunista do Diario do Grande ABC (Coluna De Olho no Trânsito)

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