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Pacto pela vida

por Cristina Baddini*

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O Brasil aceitou o desafio proposto pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para reduzir pela metade, até 2020, o número de vítimas de acidentes de trânsito. Para enfrentar o problema e atrair o apoio de estados e municípios, os ministérios da Saúde e das Cidades lançaram nesta quarta-feira o Pacto Nacional pela Redução dos Acidentes de Trânsito – Pacto pela Vida. Em setembro, o governo anunciará um pacote de medidas para tentar atingir a meta proposta pela OMS. O Brasil é o quinto país no ranking mundial de acidentes de trânsito, atrás de Índia, China, Estados Unidos e Rússia.
De acordo com dados do Ministério da Saúde, 145,9 mil pessoas, vítimas de acidentes de trânsito, foram internadas no ano passado e tiveram tratamento coberto pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Um custo de cerca de R$ 187 milhões. Dos acidentados, 78,3% eram homens e a maioria das pessoas internadas no período tinha entre 15 e 59 anos. A Região Sudeste concentrou quase metade dessas internações (44,9%). Deve ser considerada a possibilidade da criação de leis que estabeleçam metas de redução de acidentes de trânsito para estados e municípios e que determinem, inclusive, a redução de repasses financeiros para quem não alcançar os objetivos.
Outra questão importante é o endurecimento das penas para infratores no trânsito para que o país alcance a meta proposta pela OMS e reduzir pela metade o número de mortes por ano, das atuais 38 mil para 19 mil mortes por ano.
Várias entidades, capitaneada pela Associação Nacional de Transportes Públicos – ANTP elaboraram um  Plano Nacional de Redução de Acidentes e Segurança Viária para a Década 2011-2020 e entregaram, através de seu Presidente, Ailton Brasiliense Pires, ao Governo Federal um texto com sugestões de ações para a proposta do governo brasileiro à Resolução da ONU.
São Paulo
Reduzir pela metade o número de atropelamentos e mortes em acidentes de trânsito na cidade de São Paulo. Esta é a meta da campanha lançada na capital paulista. Só no ano passado, foram registrados 7.007 atropelamentos, que causaram 630 mortes.
Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), 90% dessas ocorrências estão relacionadas ao mau comportamento ao volante ou ao descuido de pedestres, que cruzam as vias em qualquer ponto.
Para reverter esse quadro, a prefeitura de São Paulo elaborou o Programa de Proteção ao Pedestre, criando oito Zonas de Máxima Proteção ao Pedestre (ZMPPs), no centro e região da Avenida Paulista; nos bairros de Santana, na zona norte; no Brás e Penha, na zona leste; na Lapa e Pinheiros, na zona oeste, e em Santo Amaro, na zona sul.
São Caetano
Como parte das ações para  a redução de acidentes,  a Secretaria de Mobilidade de São Caetano do Sul – terá o projeto “Faixa Segura“. Esta iniciativa foi lançada no Plenário da Câmara Municipal pelo Secretário Iliomar Darronqui.
O foco da campanha de redução de acidentes serão as ocorrências de atropelamentos, as que envolvem bebida alcoólica e direção, o excesso de velocidade, os condutores jovens envolvidos em acidentes e as ocorrências com pedestres e ciclistas.
Outro alvo das ações da Semob é a fiscalização de infrações no trânsito, por amostragem aleatória. O objetivo é sensibilizar os motoristas a respeitar as leis de trânsito com a presença do poder público nas ruas e assim as pessoas não cometerem faltas e infrações graves evitando acidentes.
São Caetano está aprimorando o acompanhamento da evolução dos acidentes e a mortalidade no trânsito desenvolvendo planos de ação para a prevenção de ocorrências e criando mecanismos de monitoramento.

*Cristina Baddini
Consultora do Diário do Grande ABC, Diretora da ONG Rua Viva, Assessora do MDT. Contato: cristinabaddini@dgabc.com.br; blog: http://olhonotransito.blogspot.com/

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