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Empatia no trânsito se torna fator decisivo para salvar vidas 

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No trânsito, cada decisão importa.Crédito: ONSV

Mais do que uma questão de regras e fiscalização, a segurança no trânsito passa, cada vez mais, pelo comportamento dos condutores. Em 2026, o Observatório Nacional de Segurança Viária – instituição sem fins lucrativos dedicada a desenvolver ações que contribuam para a redução de vítimas no trânsito brasileiro -, traz como tema do Maio Amarelo “No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas”, destacando a empatia como elemento central na prevenção de sinistros. 

Dados e estudos indicam que a falha humana está presente em cerca de 90% dos sinistros fatais no Brasil, o que reforça que atitudes como respeito à sinalização, atenção plena e consideração com os demais usuários da via são determinantes para reduzir mortes e feridos. Segundo a Polícia Rodoviária Federal, comportamentos de risco como excesso de velocidade, ultrapassagens indevidas e distração ao volante continuam entre as principais causas de ocorrências graves nas rodovias federais. 

A discussão ganha ainda mais relevância em um cenário de transformação da mobilidade, com aumento da presença de motociclistas, ciclistas e usuários de micromobilidade nas cidades. A convivência entre diferentes modais exige uma mudança de postura por parte de todos, que precisam ampliar o campo de atenção e adotar uma condução mais defensiva e consciente. 

Para Luiz Gustavo Campos, diretor e especialista em trânsito da Perkons, a empatia deve ser compreendida como uma habilidade prática no cotidiano do trânsito. “Enxergar o outro não é uma ideia abstrata. É entender a via como um ambiente diverso e democrático. É reduzir a velocidade ao perceber um pedestre, é manter distância segura de motociclistas, é dar prioridade de tráfego ao transporte coletivo. Tudo isso têm impacto direto na preservação de vidas”, afirma. 

Enxergar o trânsito também pelos olhos da tecnologia 

Nesse contexto, a tecnologia também surge como aliada importante.  Sistemas de monitoramento e controle de velocidade, por exemplo, incentivam comportamentos mais seguros e, assim, na redução da gravidade em caso de sinistros. Estudos nacionais e internacionais apontam que a fiscalização eletrônica está diretamente associada à diminuição de ocorrências e mortes no trânsito. 

Apesar dos avanços em tecnologia e legislação, especialistas apontam que a mudança cultural ainda é o principal desafio. “O trânsito é um ambiente coletivo, mas a segurança depende da responsabilidade individual de cada um. Quando o motorista entende que suas escolhas afetam diretamente a vida do outro, todo o ecossistema se beneficia”, complementa Campos. 

Com o Maio Amarelo, a proposta é ampliar esse debate e incentivar atitudes mais responsáveis nas vias. A campanha busca envolver sociedade, poder público e iniciativa privada em um esforço conjunto para reduzir os índices de violência no trânsito e promover uma mobilidade mais segura para todos.

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