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Mortes de jovens no trânsito cresce 32,4% em dez anos

Apesar da queda nos anos seguintes à instituição do CTB, estudo revela que entre 1998 e 2008 o número de óbitos por acidentes de transporte cresceu 26,5% para a população total e 32,4% para a população jovem

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No final de fevereiro foi lançado o Mapa da Violência 2011 – Os Jovens do Brasil. Elaborado pelo Instituto Sangari, em parceria com o Ministério da Justiça, o estudo mostra um diagnóstico das causas de mortes de jovens no Brasil, sendo o transporte uma delas.
As estatísticas apresentadas revelam que as mortes no trânsito tiveram quedas com a instituição do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), em 1997, mas que em 2004 observou-se novamente o índice de antes do CTB e seguem crescendo.
Segundo as estimativas populacionais do IBGE, em 2008 o Brasil contava com 18,3% de sua população na faixa dos 15 aos 24 anos de idade – um total de 34,6 milhões de jovens. Neste universo, os acidentes de transporte são responsáveis por 19,3% dos óbitos juvenis. O estudo enfatiza ainda que, no comparativo entre os índices de 1998 e 2008, houve mudanças na distribuição geográfica destas mortes. “Estados como Tocantins e Mato Grosso, que 10 anos antes apresentavam taxas relativamente baixas no contexto nacional, tiveram significativos incrementos na letalidade dos acidentes de transporte de forma tal que, em 2008, assumem as primeiras posições nesse mapa. Por outro lado, Santa Catarina continua em situação de destaque na mortalidade juvenil por acidentes de transporte”, destaca o texto.
O objetivo do estudo foi oferecer um amplo panorama para identificar e localizar as cidades e as regiões brasileiras com maior vulnerabilidade à violência e assim poder focalizar nesses locais as ações necessárias para coibir ou suprimir as causas da violência que ceifa tantas vidas. Confira aqui o estudo completo.

Comportamento arriscado
Os próprios jovens reconhecem que seu comportamento à direção é um dos responsáveis pelos altos índices de mortes no trânsito. Uma pesquisa feita em 2009 pelo Denatran revelou que 65,5% dos jovens são carona de um veículo conduzido por seus amigos ou pais. Na posição de passageiros no banco traseiro em noites de balada, 35% diz nunca  utilizar o cinto. Além disso, 55% dos jovens retorna de carona no carro do amigo que bebeu antes de dirigir. Confira mais sobre esta pesquisa clicando aqui.
Outra pesquisa realizada em 2007 pelo Ibope – a pedido do Programa Volvo de Segurança no Trânsito, Perkons, Ministério da Saúde e Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT) – apontou que para 88% dos entrevistados, o jovem dirige mais depressa. Destes, 39% acreditam que o que impulsiona este comportamento é a adrenalina e 30% acreditam que é a bebida. O Ibope entrevistou mil jovens entre 16 e 25 anos em 66 cidades brasileiras com mais de 300 mil habitantes. De acordo com os resultados, para 86% dos jovens entrevistados o comportamento de risco no trânsito é intensificado quando o jovem está em grupo de dois ou mais amigos. Confira a pesquisa completa clicando aqui.

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