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Lombada eletrônica inaugurou novo filão para o controle do trânsito, diz J. Pedro

Destaque no livro Cultura de Segurança no Trânsito, Perkons é considerada precursora nesta área

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Lombada eletrônica inaugurou novo filão para o controle do trânsito, diz J. Pedro

Contar e dar visibilidade às iniciativas brasileiras que contribuem para a disseminação da cultura de segurança no trânsito. Este é o objetivo do livro Cultura de Segurança no Trânsito – Casos brasileiros, do jornalista J. Pedro Corrêa, lançado ontem, 10 de junho, em Curitiba. Em entrevista exclusiva à Perkons, o autor fala do objetivo da obra, sobre o cenário e os desafios do trânsito brasileiro.

Crédito: Poliane Brito


Perkons: Como surgiu a ideia de escrever esta obra?
J. Pedro: Fui o fundador do Programa Volvo de Segurança no Trânsito, em 1987. Sai da Volvo e montei uma consultoria com foco no trânsito para tratar de problemas de segurança. Procurei, nestes anos todos, entender como outros países chegaram à redução de acidentes. O objetivo da obra é estimular o país a criar raízes mais sólidas para desenvolver a cultura de segurança.


Perkons: Qual a importância da cultura de segurança no trânsito?
J. Pedro: Se não houver uma cultura de segurança no trânsito, uma educação básica de trânsito, vai ser muito difícil chegarmos a resultados concretos. O Brasil progrediu na área econômica e social, mas não temos um trânsito de primeiro mundo que acompanha os demais aspectos. Há um abismo muito grande entre o Brasil e outros países. Se quisermos um trânsito melhor, temos que apostar muitas fichas no aculturamento da sociedade brasileira, criar uma base de responsabilidade social do brasileiro, construir uma moldagem de gerenciamento de risco. Só isso vai mudar o perfil dos acidentes.


Perkons: Várias empresas são citadas como disseminadoras da cultura de segurança do trânsito, entre elas a Perkons. Qual a importância da Perkons para o cenário de gestão e controle de tráfego?
J. Pedro: A Perkons é precursora em uma das mais importantes áreas do novo desafio da segurança de trânsito. Tudo começou com a lombada eletrônica, o descobrimento deste filão como importante para o controle de trânsito. A empresa foi importante nesta história recente da segurança no trânsito brasileiro. Ela inovou e ajudou o país a disseminar essa nova cultura. Ela criou um tipo de negócio que incentivou a produção de produtos desse complexo a favor da segurança do trânsito.

Perkons: Quais os desafios para propagar a cultura de segurança no trânsito?
J. Pedro: Primeiro é do governo: não temos programa de segurança no trânsito, plano de combate à acidentalidade. Para que essa cultura se desenvolva, cresça e produza os frutos precisamos de governos comprometidos.  A sociedade tem que exigir. É preciso, com absoluta convicção, apesar de todo o atraso, de uma revolução no trânsito. Temos tecnologia, temos condições e precisamos de um plano para os próximos anos.

Perkons: O que o Brasil precisa fazer para cumprir as metas definidas pela Década de Ação pela Segurança no Trânsito?
J. Pedro: Melhorar nos três pontos: via, o veículo e o homem. A via: temos estradas ruins e sinalização ruim. O veículo: precisamos melhorar na produção automobilística para o mercado interno. Temos capacidade de produzir carros seguros, mas o mercado interno não manifesta essa demanda.  O consumidor, quando compra um carro, economiza nos itens essenciais. O homem: a sociedade precisa cobrar do governo.

Perkons: Por que nosso governo ainda não estruturou um plano de segurança viária?
J. Pedro: O nosso governo alega que a população e as cidades cresceram, acham natural que os acidentes também cresçam. Se fosse verdade, nos Estados Unidos, por exemplo, o número de acidentes teria crescido e não foi o que ocorreu. Os países desenvolvidos têm uma cultura de segurança no trânsito muito sólida, conseguiram com que isso penetrasse no seio da sociedade. A educação básica que eles têm é melhor e, por isso, foi menos difícil. Todos fizeram progressos em dois aspectos: com educação e repressão. São extremos de uma mesma linha. Primeiro você educa, se você não se comportar, acaba pagando.

Serviço:
Cultura de Segurança no Trânsito – Casos brasileiros; Tiragem: 4.000 exemplares – 248 páginas.
Onde conseguir um exemplar: Solicitar via email para pvst.br@volvo.com


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