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É preciso respeito à vida no trânsito

por Valmor Bolan*

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O trânsito nas grandes cidades tem sido cada vez mais caótico. O atropelamento do empresário da Lorenzetti, numa esquina movimentada de São Paulo comoveu a todos, tendo em vista o exemplo de cidadania que deu, ao adotar a bicicleta como forma de transporte, tendo meios para dirigir carros de luxo, se quisesse. Mas o apaixonado pelo ciclismo, foi vítima do erro de terceiros, e sua vida foi ceifada. Muita indignação dos mais conscientes. O que acontece, afinal? O empresário utilizava a bicicleta com todos os recursos de proteção e segurança, mas perdeu a própria vida não porque não tivesse tido cuidados, mas é que o trânsito em São Paulo, com o volume tão grande de veículos trafegando, e ainda mais com as infrações crescentes dos motoristas, acaba propiciando situações como estas, a todo instante.
Cabe aqui intensificar a conscientização de todos da importância de se respeitar as regras do trânsito, porque a vida é o que temos de mais valioso, e muitas vezes, por causa de uma pequena desatenção, interrompemos brutalmente a vida de uma pessoa. Por isso que precisamos conhecer melhor o Código Nacional de Trânsito, conhecendo bem as placas de sinalização e respeitando o que pode e o que não pode ser feito nas vias públicas. É regra básica do Código a prioridade ao respeito à vida, pois o direito à vida vem sempre em primeiro lugar, lembrando também que o pedestre tem preferência, em qual quer circunstância.
Muitas vezes tais desatenções ocorrem pela pressa de se chegar ao destino desejado, e por poucos segundos uma vida humana se perde no trânsito.
Ainda vemos muita gente que não usa o cinto de segurança, não faz revisão de seus carros, age com imprudência e não se preocupa muito com o que vai acontecer quando está ao volante. O pior também é quando dirige depois de consumir bebidas alcoólicas, nem que seja uma cervejinha. Tais atitudes ocasionam inúmeras tragédias, com danos irreparáveis. Por isso que precisamos estar mais atentos, evitar as infrações, colaborar para que sejamos motoristas cidadãos, pois o automóvel em nossas mãos pode virar uma arma de matar.
Respeito à vida é o que precisamos, para fazer prevalecer a dignidade da pessoa humana.

*Prof. Dr. Valmor Bolan
Doutor em Sociologia. Conselheiro da OUI-IOHE (Organização Universitária Interamericana) no Brasil. Membro da Comissão Ministerial do Prouni (CONAP). Consultor da Presidência da Anhanguera Educacional.

Originalmente publicado no site Jornal de Barretos em 16/06/2011.

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