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A lei que salva vidas

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    Com a entrada em vigor da Lei 11.705, conhecida por Lei Seca, fica a certeza de que a proibição de conduzir veículo sob influência de álcool salve vidas. É importante salientar que se notou a mudança de comportamento do condutor em deixar de dirigir veículo automotor sob efeito de álcool no início da divulgação e entrada em vigor da lei seca, reduzindo de forma surpreendente o número de pessoas que dirigiam embriagadas.
    Isso é válido mesmo que a mudança tenha sido alavancada pelo medo da punição da multa, da suspensão do direito de dirigir por um ano e suas conseqüências.
    Entretanto, com a falta do equipamento etilômetro (bafômetro), número insuficiente de policiais para fiscalização e de exemplos de pessoas sendo punida de forma rápida pelos órgãos competentes, a lei caiu em descrédito e, mais uma vez, observamos um retrocesso na queda do número de acidentes e, consequentemente, mais vítimas e mortes no trânsito.
    Mesmo observando que a lei seca caiu em descrédito com as pessoas voltando a se arriscar ao volante sob efeito do álcool, tivemos ainda 46 vidas salvas e 500 pessoas que deixaram de ser vítimas de acidentes  se comparando com as estatísticas do ano passado no mesmo período, conforme cita a ABRAMET (Associação Brasileira de Medicina de Trafego).
    Algumas estatísticas mostram que os acidentes não diminuíram, mas peca ao excluir do cálculo o número de veículos que foram inseridos no trânsito nesse período, bem como o de novos condutores habilitados nas ruas. Porém, mesmo com este aumento citado, fica comprovado que o número de vítimas fatais e de feridos em acidentes de trânsito diminuiu.
    Fica evidente que a fiscalização e a aplicação das penalidades são de suma importância para uma mobilidade segura, porém é uma certeza que a educação deve estar sempre caminhando junto para que no futuro possa ser verificado claramente uma mudança no comportamento dos condutores de nosso país.
    O que se espera, no futuro, é que os condutores por si só adotem posturas responsáveis no trânsito sem a necessidade punitiva de uma lei. A prática da direção defensiva nada mais é do que respeito, educação e gentileza com o próximo.

Prof. Claudinei Tomas
Gestor e Especialista em Transito e Transporte

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