
Em um mundo em que inteligência artificial, veículos conectados e cidades inteligentes dominam as discussões sobre mobilidade, uma tecnologia criada há 34 anos continua desempenhando um papel essencial na preservação de vidas. A lombada eletrônica, instalada pela primeira vez em 20 de agosto de 1992, em Curitiba (PR), não apenas mudou a forma de fiscalizar a velocidade como estabeleceu um princípio que permanece atual, ou seja, prevenir continua sendo mais eficiente do que remediar.
Enquanto muitos imaginam que a inovação substitui completamente aquilo que veio antes, na segurança viária acontece justamente o contrário. As tecnologias mais modernas são construídas sobre soluções que já provaram sua eficiência. Foi exatamente isso que aconteceu com a lombada eletrônica. Desenvolvida como alternativa às lombadas físicas, que provocavam freadas bruscas, danos aos veículos e até novos sinistros, ela inaugurou um novo conceito de fiscalização: fazer o condutor reduzir a velocidade antes que o risco acontecesse.
Segundo o diretor e especialista em trânsito da Perkons, Luiz Gustavo Campos, poucas tecnologias permanecem relevantes por tanto tempo sem perder sua essência. “A inovação não está apenas em criar algo novo. Está em desenvolver uma solução que continue resolvendo problemas mesmo décadas depois. O excesso de velocidade continua sendo um dos principais fatores de risco no trânsito e de agravante em caso de sinistro. Controlar esse comportamento segue sendo uma necessidade em todas as cidades do mundo”.
Um equipamento que hoje produz informação
A lombada eletrônica nasceu medindo e mostrando velocidade, hoje, ela faz muito mais do que isso. Os equipamentos atuais, nascidos dela, geram informações que ajudam gestores públicos a compreender como as vias estão sendo utilizadas, identificando horários de maior movimento, padrões de circulação, comportamento dos motoristas e locais que exigem intervenções de engenharia ou educação para o trânsito. “A fiscalização deixou de ser apenas um mecanismo de punição. Ela passou a fornecer inteligência para a gestão da mobilidade e para a qualidade de vida nas cidades”, comenta Campos.
Ao longo desses 34 anos, sensores ficaram mais precisos, câmeras ganharam altas resoluções, a necessidade de obras nas vias e manutenção nos aparelhos caiu drasticamente, e sistemas passaram a conversar entre si. Mas um aspecto permaneceu praticamente inalterado, o comportamento humano. O excesso de velocidade continua presente entre as principais causas associadas aos sinistros graves e fatais. Por isso, segundo Campos, nenhuma tecnologia substitui a decisão de quem conduz o veículo. “A tecnologia cria oportunidades para escolhas mais seguras. Mas quem decide respeitar as leis continua sendo a pessoa que está ao volante”.
O futuro será ainda mais preventivo
Com a chegada dos veículos conectados, da inteligência artificial e da comunicação entre infraestrutura e automóveis (V2X), o controle de velocidade tende a ser cada vez mais integrado aos sistemas urbanos. “A lombada eletrônica, na verdade sua ideologia, continuará existindo, mas cada vez mais conectada a outras tecnologias capazes de, juntas, tornar o trânsito mais previsível, eficiente e seguro”. A primeira lombada eletrônica do mundo – que operou initerruptamente no mesmo endereço durante 30 anos – permanece preservada como patrimônio histórico da segurança viária brasileira. Mais do que recordar uma invenção de 1992, seus 34 anos demonstram que algumas soluções permanecem atuais porque enfrentam um problema que ainda desafia cidades em todo o mundo: fazer com que a velocidade seja compatível com a preservação da vida.
Nascemos do ideal por um transitar seguro e há três décadas nossos valores e pioneirismo nos permitem atuar no mercado de ITS atendendo demandas relativas à segurança viária, fiscalização eletrônica de trânsito, mobilidade urbana e gerenciamento de tráfego.



