Problema de tragédias no trânsito é que pessoas são deficientes cívicas, por Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
As tragédias nas ruas se tornam uma rotina de horror. Recebemos muitas mensagens de gente perplexa, gente indignada, pessoas que fazem perguntas para você. Uma delas é do Carlos dos Santos, de São Paulo. Ele quer saber como evitar esses crimes ao volante. É preciso ter leis mais severas?
Ontem, eu esperava o sinal abrir e vi um carro estacionado em uma vaga para deficiente físico. Saiu uma senhora loira, bem vestida, que não tinha nenhuma deficiência. Abri o vidro do meu carro e gritei para ela: ''A senhora esqueceu as muletas''. Ela disse que ia ficar um pouco. O sinal abriu e eu fui embora.
O problema é que as pessoas são deficientes cívicas. Não é lei. Falta em casa pai e mãe ensinarem a se cumprir a lei.
O jornalista Heraldo Pereira me contou que na África do Sul os jornalistas brasileiros apostavam se o taxista pararia no sinal vermelho tarde da noite, quando não havia movimento. O motorista perguntou por que eles riam e ficou sem entender como seria possível alguém não parar no sinal vermelho.
Está faltando consciência, cultura de cumprimento de lei no Brasil.
Originalmente publicado no Bom Dia Brasil, dia 28/07/2010.
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